quinta-feira, 1 de julho de 2010

Na trilha da Encáustica



No começo deste ano tive a oportunidade de conhecer e aplicar a encáustica como mais uma técnica que pode ser introduzida ao meu trabalho.
No estúdio CONTEMPOARTE, do artista plástico Waldo Bravo, um pequeno grupo estava atento para cada detalhe da aplicação da cera sobre a madeira, bem como para as suas diversas possibilidades e a especificidade do material.
Me surpreendi com esta técnica milenar, que já a algum tempo queria conhecer, e o que mais me impressionou foi que , se as obras forem armazenadas em local adequado, existe a certeza na sua inalterabilidade com o passar do tempo.
Num mundo onde tudo é passageiro, e desaparece com tanta rapidez, a possibilidade de agregar em meu trabalho um pontinho que seja, que permaneça mais tempo do que um pixel, chamou a minha atenção.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Linha e Pensamento

















Após quase dois mêses de Curso no Centro Cultural Vergueiro, com as artistas Ana Teixeira e Fernanda Chieco, me permito descobrir e pensar o desenho como investigação para o meu trabalho.

A minha busca sempre foi na materialidade da tinta, mas o embate com os trabalho de Paul Klee, Miró, e artistas da história e também do nosso século, me falam como os recursos servem às idéias, e mais uma vez é sempre uma questão de escolhas.

Aprender a pensar o desenho é uma tarefa árdua. Entrar num mundo desconhecido, onde é preciso permear os limites da imaginação, e a forma de interpretação ou não, do mundo que nos rodeia, não tem a ver com a técnica. O que envolve esta ação é a individualidade e honestidade, em paradoxo com a coletividade e a dissimulação de uma idéia.

Exercícios aplicados em aula foram extremamente importantes para a busca de uma identidade nesta linguagem. Aulas teóricas e práticas, e logo em seguida um momento de análise dos trabalhos realizados pelos alunos, agregam troca de experiência e conhecimento.

Acima algumas das minhas pr0duções em aula! Agora, como fazer as próximas escolhas na minha produção, já é uma outra história...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O que me faz viver!


Arte Multidirecional.
O título poderia sugerir uma nova conceituação para a produção artística pessoal, mas se refere à uma nova visão, um novo momento e consequentemente uma nova produção.
Me surpreendi em um começo de ano cheio de atividades diferentes que envolvem as outras capacitações que desenvolvi no decorrer dos meus estudos : a música, o canto, a arte educação e a escrita . Todas elas enraizadas à minha fé cristã.
Tenho pensado desde então, no encontro inevitável da minha pintura e estes desafios. O impacto que uma agregará à outra e vice-versa. Toda essa experiência pode ser frutífera e a frase citada no filme Sob o Sol de Toscana " é preciso viver em muitas direções" de Frederico Felini, talvez resuma o sentimento de se permitir que um novo momento traga uma outra maturidade para a pintura e para a vida.
Isso não significa abrir mão de valores essenciais, nem abandonar o que já foi conquistado, mas sim ampliar a visão, somar experiências e fazer novas escolhas.
Penso de tudo isso que o novo é capaz de elevar os sentimentos adormecidos e impulsionar com coragem, mais uma vez para a vida.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Em Vivo Contato

28ª Bienal de São Paulo....
Prá quem esperava um momento glamoroso e contemplativo no mundo da arte, pode se frustrar ao entrar no pavilhão da Bienal, localizado no Parque do Ibirapuera, São Paulo.
A exposição com curadoria de Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen procura ao meu ver, apresentar o diálogo artístico contemporâneo, permitindo uma discussão entre críticos e artistas sobre o valor, enquanto obra, do que está sendo apresentado ao público.
Ao entrar pelos corredores e tentar me encontrar dentro de um olhar artístico, percebo a caracterização de obras lúdicas, como se fossem um grande playground, onde o público interage sem restrições.
"Performances tornam o Pavilhão da Bienal, um espaço para encenação, o envolvimento e o mistério da história" ( Jornal semanal da 28ª Bienal de SP. - Fundação Bienal)
É necessárias chamar a atenção rapidamente, antes que o público se disperse, e no entanto o espaço vazio do segundo andar, me faz questionar se realmente é "o vazio" com toda a sua profundidade e bagagem histórica, como por exemplo " o vazio" de Yves Klein, ou um vazio qualquer, politicamente correto.
Não posso negar obras interessantes como as da gravurista
Leya Mira Brander, descrito detalhadamente em água tinta, onde é preciso se sentar para apreciar as pequenas frases distribuidas em pequeninos espaços, impressos e dispostos abaixo de um vidro.
Ainda faria uma observação para a quantidade de público jovem que tem algum contato com as obras, ainda que seja superficial, mas que entra e sai dos corredores do Pavilhão, querendo descer freneticamente o "tobogam" estrategicamente construido pelo artista
Carsten Höler. É como se o espaço" sagrado" da Bienal, tivesse sido dismistificado.
Apesar destas observações ainda busquei nas vídeoinstalações, algo que me fizesse contemplar e ficar extasiada pelo único, pelo singular, pelo belo!. Não consegui.
A visita à Bienal é rota obrigatória para todo artista, e cada um pode chegar aos seus próprios questionamentos ao se deparar
Em Vivo Contato com cada obra. Os novos desafios e paradoxos que são colocados hoje precisam de muita reflexão e as decisões dos rumos que o trabalho deve tomar, é pessoal e intransferível.
Sempre me pergunto: O que vai ficar depois disso??? Quais são os artistas que permanecerão??? Existirão, ainda hoje, Gerard Richters vivos, com obras que valem milhões pela grandeza de sua dialética bem como pela qualidade de sua produção inquestionável, que marcam uma história não muito distante??

Só o tempo dira!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Argan

História - Cultura e Pensamento

CULTURA E PENSAMENTO

Críticos e Ensaístas da Cultura Ocidental - Giulio Carlo Argan



A série de biografias de críticos e ensaístas da moderna cultura ocidental é uma relação eclética. Nela constam historiadores, críticos, ensaístas e escritores das mais diversas procedências (alemães, americanos, brasileiros, espanhóis, franceses, ingleses, italianos, latino-americanos, suíços) identificados com a crítica ,com a história da cultura e com a teoria das artes (arquitetura, pintura, escultura ou música). De um modo geral, podemos classificá-los, no trato como abordam as artes e a cultura, entre os que seguem a escola sociológica, os da escola estética/simbológica e, por fim, os da escola psicológica. Conheça um pouco mais sobre Giulio Carlo Argan.

Giulio Carlo Argan



Crítico italiano. Um dos mais expressivos historiadores da arte do século XX. Teórico da estética e ensaísta exemplar. Começando com suas avaliações e estudos sobre a arte Medieval e Renascentista, terminou legando aos entendidos um dos livros mais importantes sobre a arte contemporânea. Pondo-se na defesa do abstracionismo e da arquitetura funcionalista, o que era pouco comum entre os militantes comunistas, mesmo que italianos, tidos como mais liberais e tolerantes nas questões de estética, marcou sua posição entre os críticos que ajudaram na difusão da arte moderna.

No estudo sobre o papel das cidades, classificou-as como "obras de arte", sendo que o centro delas, o núcleo histórico que as engendrou, para ele deve permanecer o mais intacto possível. Argan levou para o urbanismo os seus conceitos mais profundos da estética, definindo a existência de duas correntes históricas da arquitetura moderna que se contrapõe: a racionalista (Le Corbusier, Walter Gropius, Marcel Breuer, Pier Luigi Nervi, Mies van der Rohe, Theo van Doesburg, do grupo De Stijl), e a orgânica (linha representada pelo norte-americano Frank Lloyd Wright).

Como tantos outros críticos de orientação marxista, voltou-se contra a expansão dos prédios mais elevados, e contra as regras do mercado aplicadas aos planos diretores das grandes cidades, que entendia serem expressões arquitetônicas da mecanização da vida humana.

Obras; "Walter Gropius e a Bauhaus" (1951); "História da Arte como História da Cidade" (1983); "Clássico e anticlássico" (1984); "Arte Moderna" (1992); "História da Arte Italiana" (2002).

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Começo do começo!

Para dar início a qualquer processo de trabalho, é preciso estar disposto a perceber quais são os reais objetivos a que se destina e não perder o foco no meio do caminho.
Isso acontece no ato criador mas também nas dicisões e escolhas que fazemos no decorrer da vida.

Participar como aluna especial na disciplina do programa de Artes Visuais da ECA - USP, é o começo do começo da pesquisa científica e experimental que busco fazer sobre a pintura. Com a orientação do Prof. Dr. Marco Garaude Giannotti com o tema Novas perspectivas - indagações sobre a Pintura Contemporânea, pretendo obter neste segundo semestre, subsídios para dar continuidade ao meu processo de pesquisa motivacional para o trabalho de pintura.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido e muitas descobertas para serem feitas. Estar aberto para a troca de experiências e novas reflexões é desafiador, e promove um novo olhar na produção artística.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Peggy Guggenheim Collection, Venice



Itália inenarrável!!
Venezia, Firenze, Roma e ainda outras cidades menores como Cesena, Trevizo e Mantova, são alguns dos lugares inesquecíveis que conheci neste mês de junho.
De tudo o que me surpreendeu foi a beleza artística e arquitetônica de uma época que há muito se passou, mas que nunca será esquecida. Marcas da história de Michelângelo registrada por toda a cidade de Firenze, assim como a monumental capela DUOMO: a quarta maior capela da Europa. Nenhuma foto pode descrever a engenhosidade do Coliseu e da Basílica de São Pedro em Roma e o que poderia dizer da romântica Venezia, que guarda parte do seu tesouro no Museu Peggy Gugenheim com uma coleção incrível de arte moderna e contemporânea.

Me calei em frente a obras de Pollock, Morandi, Modigliani e Picasso, mesmo no meio de tantas pessoas circulando pelos corredores do museu . Chorei ao ver ao vivo à cores os móbilies de Alexander Calder e logo em seguida uma foto no pátio do museu em frente à cidade de Venezia.